sexta-feira, 4 de novembro de 2011

. Roland Barthes .

Não esquecemos,
mas algo de átono se instala em nós.

O quê? Sempre a mesma dôxa (a mais bem intencionada do mundo): o luto vai amadurecer (isto é, o tempo o fará cair como uma fruta, ou estourar como um furúnculo).

Mas, para mim, o luto é imóvel, não está submetido a um processus (...).

Horrível figura do luto: a acídia, a secura de coração: irritabilidade, impotência para amar. Angustiado porque não sei como recolocar a generosidade em minha vida ou o amor. Como amar?

A cada um seu ritmo de sofrimento.

Impossibilidade - indignidade - de confiar a uma droga - sob pretexto de depressão - o sofrimento, como se ele fosse uma doença, uma "possessão" - uma alienação (algo que nos torna estrangeiros) - enquanto ele é um bem essencial, íntimo...

O sinistro

egoísmo (egotismo)

do luto

do desgosto

Continua sem diminuir a acídia, a amargura de coração, a propenção aos ciúmes, etc; tudo o que, em meu coração, faz com quue eu não me ame mais.
Período de autodesvalorização (mecanismo clássico do luto).

Liquidar urgentemente o que me impede, me separa de escrever um texto: a saída ativa da Tristeza: o acesso da Tristeza ao Ativo. (!!!)

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